Trabalhadores pedem veto à venda e reestatização da Embraer

Brasil Dá para acreditar?

A eventual compra da Embraer pela norte-americana Boeing, anunciada nesta quarta-feira, 21, recebeu repúdio do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos campos, cidade onde se situa a sede da fabricante brasileira de aeronaves.

Em nota à imprensa, o Sindciato, que é filiado à CSP-Conlutas, pediu o veto à operação e a reestatização da empresa.  “Única fabricante brasileira de aviões e terceira maior do setor no mundo, a Embraer é estratégica para o país e não pode ser vendida para capital estrangeiro. Exigimos que o governo federal vete a venda e, enfim, reestatize a Embraer como forma de preservar e retomar este patrimônio nacional”, diz sindicato.

A entidade lembra que a Embraer emprega hoje cerca de 16 mil trabalhadores no Brasil e já vinha adotando uma política de desnacionalização da produção. “A venda para a Boeing vai comprometer esses postos de trabalho e a própria permanência da fábrica no país”, alerta.

O Sindciato informou também que o em julho deste ano, o Ministério da Fazenda solicitou consulta ao Tribunal de Contas da União sobre a possibilidade de abrir mão das ações golden share, ação especial que confere poder de veto a decisões estratégicas de uma empresa, da Embraer, Vale e IRB-Brasil Resseguros. “Sem essas ações, o governo perde o poder de veto sobre essas empresas”.

“Como representante dos trabalhadores, o Sindicato dos Metalúrgicos reafirma sua posição em favor do veto à venda da Embraer e sua reestatização”, conclui o Sindicato.

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