Quatro empresas são acusadas de fraudar licitações; prejuízo chegaria a R$ 25 milhões

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A Operação Licitante Fantasma, desencadeada nesta terça-feira, atua contra um grupo acusado de causar prejuízo de cerca de R$ 25 milhões em licitações. A operação é resultado da parceria da Polícia Federal com o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, a CGU.

Cerca de 20 policiais e 5 servidores da CGU cumpriram mandados de busca e apreensão em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Duas pessoas foram presas por porte ilegal de armas durante as buscas.

A operação tenta desarticular um grupo que fraudava o sistema ComprasNet, que é o Pregão Eletrônico da Administração Pública Federal, além de atuarem em licitações presenciais no Mato Grosso do Sul.

Foram três anos de investigação, que detectou que empresários se organizavam para combinar preços para vencer as licitações.

Segundo a Controladoria-Geral da União, o grupo de quatro empresas venceu pregões em um total de R$ 56 milhões e, em média, ofereciam um preço em média seis vezes superior ao valor de mercado. A estimativa da CGU é que o prejuízo aos cofres públicos chegue a cerca de R$ 25 milhões.

O superintendente regional da CGU do Mato Grosso do Sul, José Paulo Barbieri, contou que a investigação começou quando um empresário local denunciou que sofria pressão do grupo para se retirar das licitações.

O nome da operação, Licitante Fantasma, é uma referência às empresas que participavam da licitação apenas para simular uma concorrência e existiam apenas no papel, e não de fato.

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