Quantos dias o coronavírus pode permanecer no interior do veículo?

Brasil Saúde

Consoante o material, o coronavírus pode permanecer na superfície de um material por vários dias. Mas quanto tempo ficará dentro de um habitáculo?

As viagens de automóvel particular encontram-se limitadas aos casos excecionais, consagrados entre as medidas do “estado de “emergência em curso” em Portugal. Mas quem tem de conduzir para ir trabalhar ou prestar assistência a um idoso, por exemplo, deverá ter cuidados acrescidos na higiene do seu automóvel.

Por outras palavras, desinfetar o veículo nunca foi tão importante como nesta fase crítica do contágio da covid-19. Nesse sentido, deverá ser dada particular atenção à zona do volante, à alavanca da caixa de velocidades e aos puxadores das portas. No fundo, todas as áreas que se encontrem mais expostas ao manuseamento do condutor.

Os especialistas ainda se dividem quanto ao tempo que o coronavírus consegue “sobreviver” em determinadas superfícies, mas existem já estudos indicativos sobre os dias em que este pode manter-se dentro do veículo.

Embora a carga viral diminua com a passagem do tempo, tornando-se, deste modo, menos perigosa para o organismo, devemos prestar muita atenção para não infetar, sobretudo, os grupos de risco, como sejam os idosos e os doentes de problemas respiratórios. Todos os cuidados

Um estudo realizado pelos Institutos Nacionais de Saúde, CDC, UCLA e Universidade de Princeton (EUA), divulgado pelo jornal ABC, revela que materiais como o plástico e o aço mantêm o vírus ativo durante dois a três dias – apesar da já referida carga viral ir perdendo força, bem como as hipóteses de contágio. Embora os plásticos sejam os materiais mais comuns no interior de um automóvel, importa recordar que o coronavírus pode alojar-se também na madeira e vidro por um período máximo de quatro dias, podendo permanecer até cinco dias em superfícies metálicas. O mesmo sucede com o papel, por isso, será de descartar a utilização de lenços usados quando sair do veículo, nem tão-pouco mantê-los no cinzeiro ou em outros espaços de arrumação.
Os cuidados preventivos, nesta fase de grande agressividade da covid-19, fazem toda a diferença para aqueles que têm de continuar a utilizar o automóvel.

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