Presidente Temer busca apoio da Assembleia de Deus e Universal para as eleições 2018

Política

As disputas por apoio para as próximas eleições já começaram, e o presidente Michel Temer (MDB) quer ampliar seu capital político aproximando-se dos evangélicos. A ideia seria conquistar o apoio de duas das maiores denominações do país: Assembleia de Deus e Igreja Universal do Reino de Deus.

A estratégia, segundo a jornalista Andreza Matais, do jornal O Estado de S. Paulo, é agregar pessoas com trânsito entre os líderes. Seu principal aliado na execução do plano é o pastor Ronaldo Nogueira, ex-ministro do Trabalho.

“Os votos dos evangélicos são cobiçados por todos os partidos. Temer fará uma série de eventos com as igrejas nos próximos meses. Neles, será dito que há uma identidade entre os valores do governo e das igrejas. Como exemplo, a retirada da ideologia de gênero da base curricular do MEC”, informou Matais.

A ideia de Temer não é tentar a reeleição, mas sim conquistar apoio para o candidato que ele decidir apoiar. Entre os nomes que disputam esse apoio estão Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB).

A grande questão em torno dos votos dos evangélicos está na heterogeneidade do segmento, com inúmeras lideranças manifestando apoio a diferentes candidatos. O caso da Igreja Universal é o que mais chama atenção: apesar de ser cobiçada por Temer, a igreja costuma se aliar aos políticos que têm o apoio do PRB, e em 2018, o partido poderá lançar o empresário Flávio Rocha como candidato ao Planalto.

Algumas lideranças evangélicas de peso, no entanto, já se manifestaram em apoio a Jair Bolsonaro (PSL). Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), já anunciou que apoiará o capitão da reserva do Exército, assim como o senador Magno Malta (PR-ES) – convidado para ser vice na chapa – e o pastor Cláudio Duarte.

O cenário para as eleições 2018 é muito incerto, a essa altura. A possibilidade de o número de candidatos chegar a duas dezenas não é descartado, e tamanha fragmentação poderá levar ao segundo turno dois candidatos sem grande expressão popular, como ocorreu em 1989, quando 22 nomes disputaram a presidência e Fernando Collor foi eleito.

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