Polícia Civil prende membros de quadrilha que desviava minério de cobre da Vale para São Paulo

Brasil

Estão presos em Parauapebas, desde o início da noite de quinta-feira (25), seis integrantes de uma quadrilha que, desde janeiro passado, desviou 20 cargas de minério de cobre o ouro do Projeto Salobo, da Vale. Foram capturados Douglas dos Santos Borges, Marcione de Sousa Santos, José Ribamar Gomes Rocha, Michelangelo José de Albuquerque e André Luís Toretta Catuxo. Estão foragidos Vanderson da Silva Lima, José Ricardo Max Matias e Elenildo Rocha Silva.

Presos sendo conduzidos para depor

O furto se dava quando dois condutores de caminhões que transportam minério para o embarque nos vagões do trem cargueiro, ao saírem da mina, faziam um desvio no trajeto e descarregavam a carga, entre 27 e 30 toneladas de minério, em uma fazenda.

Com o caminhão vazio, eles retomavam o trajeto, entravam no pátio ferroviário e, com a cumplicidade de um balanceiro, davam a volta e retornavam para a mina, a fim de apanhar nova carga. Ou seja, motoristas e balanceiro agiam como se a carga tivesse sido deixada para embarque no trem. Os dois motoristas, um preso e outro foragido, eram empregados da empresa Júlio Simões, que presta serviços de logística à Vale.

“Eles desviavam em torno de 50 metros durante três a quatro minutos andando e voltavam ao trajeto original. A polícia descobriu que com a conivência do balanceiro eles entravam no projeto vazio, fazia o contorno e voltava para a mina para buscar nova carga”, detalha Gabriel Henrique. Da fazenda, uma carreta, com o emprego de uma pá mecânica, era carregada e o minério, com nota fiscal falsa, tinha como destino a cidade de Arujá, em São Paulo.

Imagem Internet: Carreta apreendida carregada com minério que seria entregue ao receptador em São Paulo

Segundo o diretor da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, a Operação Pó Precioso, como foi denominada a ação policial, começou há 20 dias, com a colaboração da Prosegur, empresa que presta serviços de segurança patrimonial para a Vale.

Imagem: Pebinha de Açucar *Funcionário da mineradora Vale que dava cobertura ao bando

A julgar pelo valor das cargas, entre R$ 350 mil e R$ 600 mil, a mineradora pode ter sofrido um prejuízo de R$ 6 milhões a R$ 7 milhões. O delegado Gabriel Henrique e sua equipe apuraram que a cada carga desviada e vendida, o motorista ganhava R$ 8 mil; o balanceiro R$ 2.500,00; e o dono da fazenda, R$ 800,00.

Delegado Gabriel Henrique finaliza a entrevista informando que foram 20 dias de investigação, com apoio da empresa de segurança Prosegur. “Havia dias que os investigadores passavam noites em claro para filmar, através de drone, o minério sendo retirado da zona rural com o desvio de trajeto dos caminhões. Uma carreta está detida carregada e a polícia está fazendo os trâmites legais”.

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