Pedófilo ganha guarda do filho de sua vítima na Justiça

Christopher Mirasolo

Christopher Mirasolo esteve preso, por duas vezes, pelo estupro de duas meninas, de 12 e 14 anos de idade. Saiu em liberdade após o cumprimento de suas sentenças e ficou com seu nome registrado em uma lista de pedófilos, não podendo se aproximar de crianças. Agora, o homem é novamente notícia, porque um juiz, nos Estados Unidos da América, lhe entregou direitos sobre uma criança de oito anos, que é seu filho e de uma das meninas que ele estuprou. Desse estupro, nasceu esse menino, sobre quem ele tem agora direitos, como qualquer outro pai.

O caso está chocando, e são muitas as reações, especialmente de espanto por um juiz que toma assim uma decisão tão inesperada.

Afinal, Christopher passou de pedófilo a um homem que tem direitos sobre seu filho.

Condenado por abusos e pedofilia

Foi em 2008 que Christopher, então com 18 anos, foi primeiramente apanhado por crimes sexuais. O homem havia capturado uma menina de 12 anos, que ele prendeu e abusou repetidas vezes, durante esses dois dias. Ele foi condenado a cadeia, mas acabou saindo em liberdade seis meses depois, para tomar conta de sua mãe, que estava doente e não tinha ninguém para ajudá-la. Por isso, o juiz deixou o arguido em liberdade.

Não demorou muito sua vida fora da cadeia. Poucos meses depois, ele atacou uma outra garota , agora de 14 anos. Dessa vez, a condenação foi um pouco mais pesada e ele pegou quatro anos na cadeia. Em 2012, ele saiu em liberdade, mas ficou registrado na lista de pedófilos, um cadastro que não permitia que ele se aproximasse ou ficasse sozinho com crianças.

Juiz decide a favor de pedófilo

Agora, o homem regressou ao tribunal, mas para lutar pela guarda de seu filho, um menino que tem agora oito anos. Retornando para o início dessa história, em 2008, quando ele abusou da menina de 12 anos, durante dois dias, deixando ela grávida. A menina acabou tendo o filho e os testes de DNA provaram que ele é mesmo filho do agressor de sua mãe.

A jovem vítima não se apresentou em tribunal, tentando se esconder de seu agressor, mas o juiz pouco se importou com isso. O homem ganhou o direito de ver seu filho sempre que desejar, ficando com o endereço e todos os contatos da mãe do menino. Seu nome ficará ainda no registro da criança, onde aparecerá como seu pai.

Advogada está revoltada com decisão

A advogada da jovem vítima nem acredita no que aconteceu nesse processo. Ela representou a mãe do menino, vítima de estupro em 2008, e está revoltada com essa decisão do juiz, que ela diz não estar de acordo com a lei. Ela relembrou que em 2015, Barack Obama, na altura presidente dos EUA, tomou a iniciativa de negar qualquer direito de paternidade sobre as crianças nascidas na sequência de estupros.

Porém, a lei é muito ambígua, e os juízes podem decidir por medidas diferentes, mediante cada caso.

#Pedofilia #Abusos #Estuprador

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta