PA 279 é interditada por garimpeiros em protesto contra ação do Ibama

Ourilândia

Na manhã desta terça-feira (24) antes do sol brilhar, iniciou-se a manifestação a beira do Rio Caeteté, na rodovia PA-279, município de Ourilândia do Norte, em protesto contra a ação do Ibama e da Polícia Federal em garimpos clandestinos da região. Garimpeiros e comerciantes estão bloqueando o trânsito de veículos na rodovia que liga o sul do Pará.

O objetivo dos manifestantes é alertar as autoridades sobre a situação dos garimpeiros e forçar uma solução para o impasse estabelecido entre a classe e o Ibama. Segundo o presidente da Cooperativa dos Garimpeiros de Ourilândia do Norte e Região, João Guerra, a categoria quer trabalhar de forma legal, cumprindo todas as exigências do governo, mas para isso é preciso agilidade dos órgãos que tratam das questões relacionadas ao setor no encaminhamento dos processos de legalização.

Os garimpeiros defendem a continuidade da extração de ouro, cassiterita, pedras preciosas e de outros minérios na região formada pelos municípios de Ourilândia, Tucumã e São Félix do Xingu e dizem que a atividade representa a sobrevivência de muitas famílias. Segundo eles, são mais de 10 mil empregos diretos e indiretos gerados em torno dos garimpos. Eles garantem que se a atividade garimpeira for paralisada, como parece querer o Ibama, as cidades entrarão em processo de falência, com muitas empresas fechando e um grande número de desempregados.

Entenda o caso – Na última sexta-feira (20), agentes do Ibama e da Polícia Federal iniciaram operação para fechar diversos garimpos que agem de forma clandestina na Área Indígena Kayapó. Durante a ação, acusam os garimpeiros, os agentes federais de colocarem fogo em caminhões e máquinas, causando um prejuízo estimado em R$ 10 milhões.

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Imagem: Polícia Federal – Garimpo em terras dos Kayapó

A Terra Indígena Kayapó convive com surtos esporádicos de garimpo há décadas. Segundo a Funai, porém, a atividade alcançou níveis sem precedentes nos últimos meses.

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