Os problemas no pênis que surgem com a idade (e, sim, esse é um deles)

Saúde

À medida que envelhecemos, vários órgãos do corpo humano deixam de estar no topo das suas faculdades. O pênis não é exceção mesmo que não apresente quaisquer problemas nessa zona ao longo da vida. Ou seja, a idade também é um número a reter no órgão sexual masculino.

«Os homens não vão acordar e notar a diferença. É um processo gradual, mas, a partir dos 40 anos, as mudanças são mais perceptíveis», diz Madeleine Castellanos, autora de Pênis Problems A Man’s Guide (em português, Problemas do pênis: um guia para os homens). A mesma obra também fala nos seis problemas, ou ocorrências, que o pênis pode ter ao longo da idade.

1. Cor do pênis

A aterosclerose, um problema comum do envelhecimento, restringe o fluxo do sangue, afetando coração, cérebro e pênis. Com menos sangue a circular nessa área do corpo humano, o pênis ganha uma cor mais clara. Isto não é um sintoma preocupante, nem irá afetar a saúde desse órgão. A pele mostra os sinais da idade, e isso também vale para a pele do pênis.

2. Tamanho

A redução de fluxo do sangue e, especialmente, de testosterona pode fazer com que o pênis diminua. «Quando um homem chega aos 60, 70 anos, pode perder entre 1 a 1,5 centímetros de pênis em comprimento», explica Castellanos. Ela acrescenta que, se o homem tiver uma barriga proeminente, o pênis vai parecer menor, mesmo que não haja mudança no tamanho do membro. «O pênis começa dentro do corpo. Se tiver uma barriga maior, ela desce e se estende até a base do pênis. A barriga cobre a base do pênis, fazendo com que ele pareça mais curto.»

3. Sensibilidade

A testosterona ajuda a manter os tecidos nervosos. Quando seus níveis começam a cair, haverá uma consequente diminuição da sensibilidade, o que dificulta o orgasmo. Além disso, as ereções não serão tão rígidas. «É um caso típico de usar para não estragar», diz Castellanos.

Segundo a especialista, uma das maneiras de preservar a saúde peniana é ter ereções diárias. Não é necessário chegar ao orgasmo, mas ereções diárias ajudam a manter as artérias em forma e levam sangue para a região. «Se não for ao ginásio, os músculos afinam e suas artérias fecham-se. A mesma coisa acontece com o pênis», diz.

4. Declínio da função urinária

Esta patologia está ligada à saúde da próstata e com a quantidade de vezes que segura a urina quando está aflito. Isto afeta cerca de 20% dos homens de 40 anos, de 50% a 60% dos homens de 60 e de 80% a 90% dos homens de 70 e 80. O que fazer? Manter um peso saudável. Manter-se ativo. Ficar sentado o dia todo coloca muita pressão na próstata. Fazer exercícios moderados várias vezes por semana para manter a vitalidade dos músculos do pavimento pélvico. Correr ou caminhar é suficiente. Tomar vitaminas como zinco e selênio (contida nos frutos secos). Limitar o consumo de álcool. O álcool aumenta a conversão de testosterona em estrogêneo e aumenta inflamações na área. Ejacular várias vezes por semana para ‘limpar’ a área que armazena o esperma.

5. Disfunção erétil

Este problema afecta 5% dos homens aos 40 anos e em até 15% dos homens aos 70. Ingestão de muitos medicamentos, maus hábitos de saúde, stress e falta de relações sexuais são alguns dos sintomas. Tomar viagra é a pior solução. É necessário procurar um especialista em ginecologia e aconselhamento psicológico.

6. Andropausa

É o nome que se tem dado à menopausa masculina, mas ainda não há provas científicas reais de que isso existe. No entanto, fadiga, depressão, sudorese noturna e falta de apetite sexual são sintomas que podem surgir com o avançar da idade nos homens. É necessário manter um estilo de vida saudável e sem exageros para estes sintomas não atenuarem e afetarem a produção de testosterona que terá implicações diretas no pênis.

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