O passado negro da ilha onde Trump e Kim vão se encontrar

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Sentosa, em Singapura, é hoje uma ilha com resorts, praias, casinos, um parque da Universal Studios e campos de golpe. No passado, era conhecida como a “ilha dos mortos” e foi um campo japonês de prisioneiros de guerra

O atual nome da ilha Sentosa significa “paz e tranquilidade”. É ali que Donald Trump e Kim Jong-un se vão encontrar na próxima terça-feira, naquela que será a primeira cimeira dos líderes americano e norte-coreano. Mas aquela ilha de Singapura nem sempre teve esse nome ou aqueles resorts, casinos, alguns dos melhores campos de golfe da Ásia e até um parque de diversões da Universal Studios.

Sentosa chamava-se Pulau Belakang Mati até 1972 – ano em que Singapura se empenhou num movimento de promoção turística da ilha -, expressão em malaio traduzida por “morte por detrás”, que leva a que a ilha também fosse conhecida como a “ilha dos mortos”.

Durante a Segunda Guerra Mundial aquele era o lugar de um campo japonês de prisioneiros de guerra para britânicos e australianos, recorda nesta quarta-feira o Guardian. Além disso, ali ocorreram execuções sumárias a chineses de Singapura suspeitos de estarem envolvidos em movimentos anti-japoneses, conta ainda o jornal britânico.

Trump e Kim vão reunir no complexo de luxo do Capella Hotel, anunciou nesta terça-feira Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca, no Twitter.

Delegações de ambos os países ter-se-ão encontrado naquele hotel de luxo quatro vezes na última semana, para preparar a logística da cimeira, avançou a CNN, que aponta ainda a segurança como um dos fatores-chave para a escolha de Sentosa como lugar da cimeira cuja primeira data foi cancelada e que na próxima terça-feira juntará Estados Unidos e Coreia do Norte à mesa depois de um longo período de tensão entre os dois países.

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