ITÁLIA: Mais de 8.000 mortos e de novo a curva de infeções a subirMais

Mundo Saúde

Itália ultrapassou a trágica fasquia dos 8.000 mortos associados à pandemia de Covid-19, após somar mais 662 óbitos em relação à atualização de quarta-feira.

Houve também, por outro lado, a boa nova de mais 999 pessoas recuperadas da infeção, num dia, porém, em que Itália voltou a ver a curva de infeções a subir com mais de 4.000 novos casos.

Um dos grupos mais ameaçados é o dos profissionais de saúde. Em Itália, até ao final da tarde de quinta-feira, já tinham morrido 41 médicos e a lista de infetados já ultrapassava os 6.500 profissionais de saúde.

Diretor da unidade de cuidados intensivos (UCI) do Hospital João XXIII, em Bérgamo, uma das cidades italianas mais afetadas pelo novo coronavírus, Luca Lorini assume-se “consciente do perigo”, mas lembra que “o medo deve fazer de nós todos os dias”.

“Mas o medo nos deve parar, mas sim fazer-nos avançar de forma correta e para estarmos sempre alerta. Quem tem medo não vai à guerra, costuma dizer-se”, afirma Luca Lorini, com um pequeno sorriso desafiador da gravidade da situação que enfrenta.

Em Bérgamo, as infeções já afetaram mais de sete mil pessoas, num total de quase 35 mil casos em toda a região da Lombardia, existindo de momento mais de 22 mil casos ativos e mais de 4.800 mortos.

Muitos dos óbitos têm sido registados em Bérgamo, onde os caixões continuam a ser armazenados agora por intervenção dos militares, com os mortos a aguardar serem cremados longe dos familiares.

Mais a sul, 50 quilómetros a nordeste de Roma, na pequena vila de Nerola houve um surto de Covid-19 num lar de idosos. Pelo menos duas pessoas morreram e outras 70 infetadas, incluindo 16 funcionários do lar.

Pelo menos, 41 das pessoas infetadas foram transferidas para um centro de reabilitação às portas de Roma.

Nerola é agora considerada “zona vermelha” e a vila foi colocada sob quarentena, isolada de contactos externos.

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