Incêndios continuam a consumir florestas e ameaçar populações no centro de Portugal

Cerca de dois mil bombeiros continuam nesta terça-feira (20) a combater os fogos florestais que lavram na região centro de Portugal desde sábado e que já causaram a morte de pelo menos 64 pessoas, de acordo com as autoridades.

O incêndio de grandes proporções que começou sábado no município de Pedrogão Grande, cerca de 200 quilômetros a norte de Lisboa, continuava na manhã desta terça-feira (20) a consumir floresta e mato, embora com menor intensidade.

Os bombeiros estão também empenhados em controlar fogos que eclodiram em Municípios vizinhos, particularmente em Góis, onde uma aldeia teve de ser evacuada no início do dia, devido à proximidade de uma frente de fogo.

De acordo com declarações à RTP do comandante operacional da Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto, é possível que o incêndio que começou em Pedrogão Grande possa ser considerado dominado até ao início do dia de quarta-feira (21).

O incêndio, que eclodiu no sábado, causou a morte de pelo menos 64 pessoas e 157 feridos, alguns em estado grave. Foi o maior desastre natural ocorrido em Portugal nos últimos anos.

Mais de 1.000 bombeiros, com 236 veículos e nove aviões estão envolvidos no combate às chamas nestes Municípios.

No Município de Góis, o fogo florestal é combatido por 687 bombeiros, 236 veículos e cinco aviões, de acordo com dados divulgados hoje pela Defesa Civil. Um outro incêndio, no Município de Penela, também na região centro de Portugal, está a mobilizar 153 bombeiros e 49 veículos.

Em Góis, cerca de 30 pessoas que habitam na aldeia de Cadafaz foram evacuadas no início da manhã pela Guarda Nacional Republicana (GNR), devido à aproximação de uma frente de fogo, noticiou a RTP.

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