Garimpo urbano: Os riscos para sua família

Brasil Ourilândia

Atualização do google maps exibe atividade garimpeira dentro do perímetro urbano de Ourilândia, no mapa é possível ver os poços (barrancos) cavados para a extração mineraria de ouro em uma área  de 2,4km x 4 km, a área explorada fica entre as cidades de Ourilândia e Tucumã, nas proximidades do loteamento Buritis.

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Imagem: Google Maps

A extração de ouro é a atividade que mais provoca contaminação pelo mercúrio, causando risco não só aos garimpeiros, mas às populações que vivem próximo a garimpos, ou que se alimentam de pescados ou ingerem água contaminada. No processo de busca por ouro, ao separar o metal de outros minerais da terra, o mercúrio é queimado junto a todos os materiais encontrados, o que gera fumaça tóxica e contaminação da natureza, garimpeiros e comunidades. O metal acaba ficando disponível no meio ambiente e até mesmo o solo e a água tornam-se focos para contaminação em larga escala.

O mercúrio é o único metal líquido na temperatura ambiente, sendo altamente volátil. Evapora-se com facilidade para a atmosfera, de onde retorna com as chuvas, contaminando rios e lagos. O mercúrio é um tóxico celular geral, provocando desintegração de tecidos e bloqueio dos sistemas enzimáticos fundamentais para a oxidação celular, agindo como veneno protoplasmático. Ele é tóxico para o homem em qualquer de suas formas, mas o mercúrio elementar representa a maior fonte de problemas, ou a mais identificável delas.

O mercúrio torna se um metal muito perigoso quando em contato com o organismo humano, quer seja pela via aérea, cutânea ou por ingestão. Depois de absorvido por uma dessas vias ele cai na corrente sanguínea e se deposita em vários órgãos, aos quais danifica. Os danos causados por ele em geral são graves e permanentes.

Quais são os principais sinais e sintomas da intoxicação pelo mercúrio?

O mercúrio concentra-se nos rins, fígado, sangue, medula óssea, intestinos, aparelho respiratório, mucosa bucal, glândulas salivares, cérebro, ossos e pulmões. A intoxicação aguda, se inalatória, pode provocar alguns dos seguintes sintomas: bronquite, edema pulmonar, salivação excessiva, gosto metálico na boca, lesões renais, tremores, convulsões, sede, dor abdominal, vômito, diarreia, alucinações, irritabilidade, perda de memória, confusão mental, anormalidades nos reflexos, coma e morte. Na pele pode surgir irritação cutânea, edema e pústula ulcerosa. Na exposição prolongada (crônica) pode ocorrer inflamação da gengiva, amolecimento dos dentes, inchação das glândulas salivares, excesso de saliva, tremores, vertigem, rubor, irritabilidade, perda de memória, alucinações, perda do controle muscular, insônia, depressão, pesadelos e lesões na pele. O mercúrio pode atravessar também a barreira hematoencefálica e ter efeitos desastrosos sobre o sistema nervoso, que vão desde lesões leves até à vida vegetativa e à morte.

Quais são os primeiros socorros a serem prestados na intoxicação aguda?

Todos estes cuidados devem ser prescritos e indicados por um médico.

  • Na inalação, retirar a pessoa do ambiente contaminado.
  • Administrar oxigênio, se necessário.
  • Administrar BAL (2-3 dimercaptopropanol), por via intramuscular.
  • Na intoxicação crônica, embora não haja antídoto específico, pode-se tentar a penicilamina (250 mg, 4 vezes ao dia, durante 10 dias).
  • Fazer controle da excreção urinária do mercúrio.
  • Na ingestão recente é indicada a indução do vômito, se o paciente está consciente e não tem convulsões.
  • Pode ser usado xarope de ipeca ou água morna, como vomitivos.
  • Fazer lavagem gástrica, se necessário.
  • No contato com a pele, lavar bem com água e sabão.
  • No contato com os olhos, lavar bem com água corrente.

Nossa redação enviou nota às secretarias de meio ambiente/saúde solicitando esclarecimentos, porém até o fechamento desta matéria não obtivemos respostas.

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