COVID-19 faz mais de um milhão de brasileiros perderem o emprego em maio, informou IBGE

Brasil

Cerca de 1,1 milhão de brasileiros perderam seus empregos no mês de maio em consequência do novo coronavírus, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em um estudo inédito.

Segundo o IBGE, o número de pessoas sem emprego no Brasil saltou de 9,8 milhões na semana de 3 a 9 de maio para 10,9 milhões entre 24 e 30 de maio, o que representa um aumento de 10,8%.

A taxa de desemprego passou de 10,5 para 11,4% no mesmo período.

Os dados são os primeiros resultados da PNAD COVID-19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.

O IBGE destacou que 17,7 milhões de brasileiros que não estavam empregados na última semana de maio deixaram de procurar emprego por causa da pandemia.

Somando este contingente ao de desempregados na primeira semana de maio, chegou a 28,6 milhões o total de pessoas que enfrentaram algum tipo de restrição para ingressar no mercado de trabalho no mês “seja por falta de vagas ou receio de contrair o novo coronavírus”, destacou o IBGE.

O Instituto informou também que dos 84,4 milhões de trabalhadores formais estimados no país no final de maio, 14,6 milhões (17,2%) estavam afastados do emprego devido ao isolamento social, o que significa 2 milhões de pessoas a menos que no inicio do mês.

Outro item do estudo indicou que 13,2% da população ocupada (cerca de 8,8 milhões de pessoas) estava trabalhado de maneira remota na última semana de maio, um número ligeiramente superior aos 8,6 milhões da primeira semana do mês.

O IBGE identificou também que na última semana de maio, o Brasil contabilizava 29,1 milhões de trabalhadores informais, 870.000 menos que na primeira semana do mês.

“A informalidade funciona como um colchão amortecedor para as pessoas que vão para a desocupação ou para a subutilização. O trabalho informal seria uma forma de resgate do emprego, portanto não podemos dizer que essa queda é positiva”, apontou o diretor adjunto de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo.

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