Coligação liderada pelos EUA abate avião de guerra sírio em Raqqa

A coligação liderada pelos Estados Unidos para combater e em última instância destronar o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) no Médio Oriente abateu um avião militar sírio no domingo durante um sobrevoo da província de Raqqa. Citado pela televisão estatal, o Exército da Siria disse que o seu avião de guerra estava a participar numa missão contra o Daesh quando foi abatido. O governo de Bashar al-Assad avisou de imediato que o incidente vai ter “repercussões perigosas” nos esforços de combate ao terrorismo na região.

Em comunicado, o Exército dos EUA disse que agiu em autodefesa, após o governo sírio ter largado bombas sobre uma zona onde estão instalados grupos de rebeldes apoiados pelo Ocidente. “Sob as regras de envolvimento de autodefesa coletiva das forças parceiras da coligação, [o avião] foi imediatamente abatido”, disse o Pentágono.

O incidente ocorreu perto de Ja’Din, um subúrbio da cidade de Raqqa que está sob controlo das Forças Democráticas da Síria (FDS). Com o apoio aéreo da coligação, os seus elementos têm estado a cercar Raqqa, último bastião urbano do Daesh na Síria, onde as forças da Rússia alinhadas com Assad terão abatido o líder do Daesh, Abu Bakr al-Baghdadi (a informação ainda não foi confirmada pela coligação).

De acordo com as forças norte-americanas, duas horas antes de o avião de guerra sírio ter sido abatido, as forças leais ao Presidente Assad atacaram combatentes das FDS, “ferindo uma série deles” e forçando-os a baterem em retirada de Ja’Din. Os EUA dizem que responderam sem hesitação mas garantem que não querem entrar em guerra com o governo da Síria.

“A intenção hostil demonstrada e as ações de forças pró-regime face à coligação e às suas forças parceiras na Síria que estão a conduzir operações legítimas contra o ISIS [Daesh] não serão toleradas”, sublinhou o Exército norte-americano no seu comunicado.

De acordo com a BBC, as forças sírias alinhadas com o governo de Assad não estão a participar na batalha pelo controlo de Raqqa, mas continuam a conquistar terreno aos jiadistas a sudoeste da cidade sitiada. No início deste mês, os EUA abateram um drone armado de um grupo pró-governamental depois de este ter atacado as forças da coligação perto da passagem de Al-Tanf, entre a Síria e o Iraque.

Entretanto, e na sequência do primeiro grande ataque do Daesh contra o Irão, a poderosa Guarda Revolucionária do país anunciou este domingo que lançou vários mísseis contra alvos jiadistas no leste da Síria. O grupo terrorista reivindicou a autoria do duplo atentado que, no início de junho, provocou 17 mortos em Teerão, num ataque coordenado contra o parlamento iraniano e contra o mausoléu do aiatola Khomeinei.

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