China exportou 4 mil milhões de máscaras desde março. E importou algumas críticas

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A China vendeu quase quatro mil milhões de máscaras de proteção contra a covid-19 a países estrangeiros, desde o início de março, avançaram hoje as autoridades nacionais, garantindo que os equipamentos médicos exportados têm qualidade.

Desde o dia 01 de março, a China exportou 3,86 mil milhões de máscaras, 37,5 milhões de fardas de proteção, 16.000 ventiladores e 2,84 milhões de ‘kits’ de deteção da covid-19 para mais de 50 países, contabilizou o responsável pelas alfândegas chinesas, Jin Hai.

No total, essas exportações estão avaliadas em 10,2 mil milhões de yuans (1,33 mil milhões de euros).

Apesar do declínio do número de casos no seu território, Pequim incentivou as fábricas do país a aumentar a produção de equipamentos médicos, já que muitos países enfrentam uma escassez deste material.

No entanto, vários países têm reclamado da falta de qualidade dos equipamentos médicos importados da China.

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Os Países Baixos anunciaram, na semana passada, que iam devolver 600.000 máscaras de uma carga de 1,3 milhões encomendadas à China por não cumprirem os padrões de qualidade exigidos, já que não encaixavam adequadamente no rosto e tinham membranas (filtros) que não funcionavam.

Também Espanha devolveu milhares de testes de deteção da covid-19, alegando que estavam defeituosos e que tinham sido enviados por uma empresa chinesa sem as autorizações necessárias.

As autoridades chinesas reagiram, garantindo que as notícias sobre a qualidade dos equipamentos médicos chineses “não refletem os factos” e que, em muitos casos, tinha avisado que as máscaras que estava a vender não eram cirúrgicas.

“Na verdade, existem vários fatores [que podem explicar as reclamações], como o facto de a China ter padrões e hábitos de uso diferentes dos de outros países”, disse hoje o ministro chinês do Comércio, Jiang Fan.

“O uso inadequado pode gerar dúvidas sobre a qualidade”, acrescentou.

Na semana passada, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Hua Chunying, já tinha pedido à comunicação social ocidental para não “politizar nem exagerar” a questão.

Ainda assim, Pequim apertou recentemente as regras relativas à exportação de equipamentos médicos ligados ao coronavírus, exigindo que os produtos cumpram tanto as normas chinesas como as dos países que os compram.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 65 mil.

Dos casos de infeção, mais de 233 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 642 mil infetados e mais de 47 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, 15.362 óbitos em 124.632 casos confirmados até hoje.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 12.418, entre 130.759 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos, com 8.162 mortos, são o que contabiliza mais infetados (mais de 300 mil).

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.669 casos e regista 3.329 mortes. As autoridades chinesas anunciaram hoje 30 novos casos e mais três mortes.

Além de Itália, Espanha, Estados Unidos e China, os países mais afetados são França, com 7.560 mortos (89.953 casos), Reino Unido, com 4.313 mortos (41.903 casos), Irão, com 3.452 mortos (55.743 casos), e Alemanha, com 1.342 mortes (91.714 casos).

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela DGS, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sexta-feira (+7,2%).

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