Campanha contra vinda da criadora da ideologia de gênero ao Brasil já tem mais de 200 mil assinaturas

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Uma campanha de repúdio à visita ao Brasil da militante “progressista” Judith Butler, criadora da ideologia de gênero, está movimentando a internet e redes sociais, e já soma mais de 245 mil assinaturas.

O pedido de cancelamento da palestra de Judith Butler foi aberto na plataforma de petições públicas chamada Citizen Go em 26 de outubro, quinta-feira passada. A mobilização da população conservadora mostra o quanto a rejeição às ideologias que buscam a relativização de valores morais já causou em termos de aborrecimento e indignação.

O evento onde Judith Butler irá palestrar é o seminário internacional “The Ends of Democracy” (“Os fins da democracia”), que é anunciado pelo Sesc Pompeia, em São Paulo, como uma análise da ameaça que a onda conservadora represente “um colapso da democracia como uma forma política específica de governo”.

O seminário, que acontecerá entre os dias 7 e 9 de novembro, ainda não se posicionou a respeito do pedido de cancelamento do convite a Judith Butler. Os organizadores – Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade da Califórnia em Berkeley (UC Berkeley) – dão sinais de que não cederão à pressão, já que as inscrições para participação foram encerradas após o esgotamento das vagas.

Judith Butler é judia, doutora em filosofia pela Universidade Yale e professora de Retórica e Literatura Comparada da UC Berkeley, tida como a criadora da ideologia de gênero por ter elaborado a teoria Queer em livros como Gender Trouble (“Problemas de Gênero”) e Performative Acts and Gender Constitution (“Atos Performativos e Constituição de Gênero”, em tradução livre).

Indesejada

Em setembro de 2015, quando fez sua primeira visita ao Brasil, Butler afirmou que os conservadores, que se opõem à sua ideologia, “não entendem que o que se defende é que a justiça social não vai ser construída sem o fim da discriminação de gênero”.

Lésbica, Butler afirmou que cristãos são “pessoas raivosas que não querem que o mundo mude, mas precisam aceitar que o mundo já mudou, independente do que elas acham”.

Na entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, declarou que os conservadores “cresceram em ambientes religiosos em que você é ensinado qual é o papel adequado sobre sexualidade, que está ligada à reprodução, que deve acontecer dentro da família, que é heterossexual”.

Em resposta à nova visita de Judith Butler ao país, o senador Magno Malta (PR-ES) e o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) disseram que a militante LGBT é uma figura indesejada no país.

Para Feliiano, o evento do SESC “vai fazer parecer inocentes a exposição do Santander, o peladão do MAM ou mesmo os trans da novela”, pois Butler é tida como uma defensora ferrenha dos conceitos que criou. O pastor pediu que os cristãos conservadores protestassem na internet, reiterando que as “famílias merecem respeito”.

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