Brasil perde 400 mil empregos com carteira em 3 meses

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O Brasil precisa enfrentar a Lava Jato, o governo Temer e a Globo com mais objetividade. A insanidade midiático-judicial continua a destruir empregos. O número de pessoas trabalhando com carteira assinada é o menor em muitos anos!

A corrupção não é mais, nem de longe, o principal problema do país, e tem de  ser combatida com moderação, inteligência e bom senso.

O principal problema do país hoje é o desemprego, e para combatê-lo, o sistema de justiça como um todo precisa ser enquadrado. Não é apenas a Lava Jato que tem de acabar, e sim qualquer operação midiático-judicial que não tenha como preocupação central a questão da preservação do emprego.

Também é hora de pôr fim aos golpismos. O sistema de justiça tem de parar, de uma vez por todas, de querer derrubar prefeitos, governadores, presidente… Os legislativos de todos país igualmente tem de focar na busca de soluções que levem à geração de empregos.

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A tentativa de derrubar o governador Pimentel, num ambiente tão dramático, é uma piada de mal gosto. As energias de todos os prefeitos, governadores, presidente, deputados estaduais, federais, senadores, procuradores, juízes, autoridades em geral, empresários, tem de ser gerar emprego e desenvolvimento!

Como diria Alberto Torres, um conservador do início do século (pai intelectual de Oliveira Vianna), cujo livro um amigo me mostrou há pouco, é preciso pôr de lado a “índole magistratícia” dos que não entendem nada de governo, e tem uma visão “judicial da moral” que apenas provoca desorganização do país e sua economia.

(Trecho na página 24 do livro de Alberto Torres).

Segundo estimativa do IBGE divulgada hoje, foram mais de 400 mil empregos com carteira assinada destruídos nos últimos três meses.

Enquanto a Globo hipnotiza a opinião pública com os últimos espetáculos fascistas da Lava Jato, o governo Temer rouba centenas de bilhões do BNDES para distribuí-los aos banqueiros, ou determina que o Tesouro faça pagamentos antecipados de outras dezenas de bilhões de reais, beneficiando igualmente meia dúzia de bilionários; a Petrobras anuncia nova rodada de entrega de patrimônio (refinarias, oleodutos, infra-estrutura) a estrangeiros, ou nos lembra que a data para pagar R$ 10 bilhões a alguns especuladores norte-americanos se aproxima; e a Eletrobras torra mais de R$ 2 milhões para uma empresa falar mal dela…

Ao final do trimestre terminado em março último, havia 32,9 milhões de brasileiros trabalhando no setor privado com carteira assinada, 408 mil a menos que os 33,3 milhões trabalhando no mesmo setor ao final de dezembro de 2017.

Na comparação do trimestre encerrado em março com o mesmo período de 2017, a queda ainda é mais drástica: 500 mil empregos com carteira destruídos.

No geral, o número de desempregados registrou um aumento explosivo de 11%, saltando para 14 milhões de brasileiros!

Só o que está evitando uma implosão catastrófica ainda maior do mercado de trabalho são empregos informais, domésticos, no setor público e o trabalho “por conta própria”. Em todos estes ramos (com exceção do setor público), a renda média é muito menor.

O ultraliberalismo econômico fanático do governo está fazendo o brasileiro depender cada vez mais do… Estado para conseguir uma renda decente!

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A renda do emprego com carteira, em março de 2018, era de R$ 2.074, contra uma renda de R$ 1.231 do trabalho informal e R$ 881 do trabalho doméstico.

Observe que a renda do cidadão que trabalha como “empregador” caiu brutalmente, de R$ 5.605 em dezembro de 2017, para R$ 5.346 em março de 2018, queda de R$ 306. Isso mostra, evidentemente, que os 234 mil brasileiros que se tornaram “empregadores” entraram neste setor auferindo pequenas rendas, que arrastaram para baixo a média.

Será que o Jornal Nacional vai dar o devido destaque a esta notícia, ou a manchete será outra vez o nascimento do novo bebê da realeza inglesa e a nova cortina de fumaça da Lava Jato?

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