BR Distribuidora coloca cerca de 600 trabalhadores na rua de uma só vez

Brasil Econômia

Somente na terça-feira (10), cerca de 600 pessoas foram para a rua na BR Distribuidora. Empresa é uma das primeiras a sofrer com o fatiamento e venda das estatais brasileiras. Trabalhadores começam a sofrer de uma forma inimaginável. As demais pessoas inscritas sairão nos próximos três meses.

A empresa deu uma semana de prazo para que trabalhadores entrassem no PDO, que está sendo chamado pelos funcionários de Programa de Desligamento Obrigatório. A lógica funciona da seguinte maneira: Acionistas pressionam a empresa para se livrar dos concursados, eles criam um programa de demissão sem a participação do sindicato e começam a lançar peças publicitárias dizendo que o futuro das pessoas que não aderirem é incerto.

O clima na empresa é o pior possível. Pessoas chorando pelos corredores e cartas emocionadas de despedida se acumulam pelos whatsapps de colegas de trabalho. E mais, os novos donos da BR Distribuidora não tem nenhum compromisso ou responsabilidade social. Rincões do Brasil onde somente a BR Distribuidora faz o trabalho de entrega de combustível correm o risco de ficar sem assistência.

Tivemos informações que a empresa está coagindo os trabalhadores que não aderiram ao PDO para fazer acordo individual ultrapassando os limites da Reforma Trabalhista. O SITRAMICO, sindicato que representa esses trabalhadores, já está se movimentando junto à justiça do trabalho para rever as condições absurdas na condução do processo pela BR.

Algumas pessoas estão sendo escolhidas, mesmo aderindo ao programa, para continuar na empresa. Para isso, tem que assinar um termo dizendo que não entrarão na justiça e ainda terão redução salarial. Um total absurdo.

Na terça-feira (10) um ato na porta do prédio da Lubrax, na Praça Onze. O objetivo era protestar contra as demissões e a maneira que o processo está sendo conduzido. A atividade contou com trabalhadores que estavam indo e voltando do almoço, aposentados e líderes sindicais do SITRAMICO.

“É uma gestão canalha, está fazendo um monte de ilegalidades. Uma gestão que está ai para acabar com a Petrobrás Distribuidora.” disse aos trabalhadores Ligia Deslandes, Presidenta do SITRAMICO e Secretária Geral da CUT Rio.

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