Ao esconder o Bolsolão, a Globo mostra que está aberta para negócios com o ex-capitão

Brasil

Desde a vitória de Donald Trump, quando ficou comprovado que as redes sociais transformaram-se numa usina de mentiras decisivao mundo inteiro anda de olho nos países onde estejam ocorrendo eleições.

Ontem não foi diferente. Tão logo veio a público a bomba estampada na capa da Folha de S.Paulo, em letras garrafais: “Empresas bancam disparo de mensagens anti-PT nas redes” com a denúncia de que várias empresas firmaram contratos de até R$ 12 milhões para emissão de mensagens a serem feitas na próxima semana, a última antes da eleição de segundo turno, a repercussão foi imediata, enorme e mundial.

O Guardian afirmou que #Bolsonaro – a quem se referiu como ‘um populista pró-tortura que elogia a ditadura’ – “tem recebido ajuda ilegal de um grupo de empresários brasileiros que estão patrocinando uma campanha para bombardear usuários do Whatsapp com notícias falsas”.

E assim foi ao longo do dia. Não se falava de outra coisa em redações, escritórios, bares e padarias. Portanto cresce aos olhos o fato de que o grupo Globo tenha ficado na moita praticamente o dia inteiro. E quando não tinha mais como segurar, foi obtuso.

Somente no final da tarde o G1 noticiou discretamente, dentro da seção ‘Eleições’, fora da primeira página. Já o site do O Globo havia postado uma matéria com o títuloforte “Bolsonaro pode ser acusado de abuso de poder econômico e ter candidatura impugnada”, mas logo depois derrubou o link. 

A Record, cujo dono, o bispo Edir Macedo, é aliado de Bolsonaro, também ocultou o fato em seus veículos. Jair, vale lembrar, foi acusado na reportagem da Folha de ter envolvimento direto nas fake news sobre Fernando Haddad e o PT. Tais informações, inclusive, teriam sido pagas com dinheiro de caixa 2.

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